Luigi's Mansion 2

Quando a Nintendo GameCube foi lançada em 2001, muitos esperariam, ao contrário do que aconteceu nos seus sistemas caseiros do passado, que um dos títulos de lançamento fosse um jogo do Mario. Mas para espanto de todos, a Nintendo decidiu apostar num jogo com o seu irmão Luigi, que até à data, e mesmo após esta, sempre foi visto e tratado como um personagem secundário da companhia. Assim sendo, em setembro de 2001, Luigi's Mansion acompanha o lançamento da GameCube, tornando-se um sucesso inesperado para a companhia, e uma surpresa agradável para muitos jogadores, que puderam tirar partido de um título original com a magia que só a Nintendo parece conseguir fazer. Mesmo sem ser um um jogo brilhante, devido à sua curta duração e falta de longevidade, Luigi's Mansion tornou-se um dos meus títulos prediletos no sistema, e um jogo a ser merecedor de uma sequela para muitos. Passados quase 12 anos após o lançamento do original, a Nintendo decidiu tirar o Luigi da sombra do irmão, anunciando ser este o seu ano e brindar-nos finalmente com o seu primeiro título como protagonista, em exclusivo para a 3DS, a desejada e aguardada sequela: Luigi's Mansion 2

História:

A história leva-nos de volta ao Evershade Valley, onde nos últimos anos o professor E. Gadd (ou na versão portuguesa: A. Luado), conseguiu através das suas experiências arranjar uma fórmula de conviver com os fantasmas, tornando-os amigáveis. Numa noite de névoa, o rei Boo, principal antagonista do Luigi's Mansion original, irrompe da escuridão, destruindo a Lua Escura que irradia o vale. Após este acontecimento, a lua cai em pedaços, e os fantasmas que aí coo-habitam com os humanos, ganham de novo uma estranha animosidade, voltando-se contra o professor, obrigando-o  a refugiar-se num esconderijo à prova de fantasmas. Sem ter forma de confrontar os mesmos, vê-se obrigado a “recrutar” novamente o Luigi, para recuperar os cristais fragmentados, enfrentar os fantasmas e repor a ordem no vale.
Essencialmente é esta a História do jogo, que não sendo a mais imaginativa ou original, transforma-se no decorrer da ação numa brilhante interação entre Luigi e o professor A. Luado, que proporcionará muitas cenas cómicas e sorrisos ao jogador, fazendo este esquecer um enredo mais banal, proporcionando um querer de jogar contínuo, simplesmente pelo prazer de presenciar a satisfação e diversão do professor, com os feitos amedrontados do Luigi ao longo da narrativa. Afinal, quem é que vai comprar este jogo ou jogá-lo pela sua história?

Gráficos: 

Provavelmente estamos perante um dos jogos mais gratificantes a nível de construção gráfica, para a 3DS. A sensação de profundidade no jogo é bastante bem conseguida. Todo o ambiente envolvente parece ganhar vida, sempre que tentamos interagir com algo do cenário. Parece que quase tudo foi pensado, para que resulte num festim gráfico animado a cada aperto do botão que façamos. Os fantasmas têm todos uma personalidade e movimentação própria, o Luigi está magistralmente animado e os efeitos de luz e transparências são simplesmente espetaculares para este pequeno dispositivo. Quando nos aproximamos do ecrã, em certas zonas é possível ver-se partes da área anterior em transparência, ou ao espreitarmos através de uma janela, como forma de ver melhor a área correspondente, podemos usar os sensores do giroscópio para o efeito.
O único senão gráfico que aponto é no aspeto da conceção do 3D, este não foi feito para saltar à vista do jogador, mas sim, para dar profundidade no cenário, o que faz com que na maior parte dos casos percamos a sensação de estar a jogar num 3D real, e fará com que o mesmo seja desativado para descansarmos a vista ou pouparmos a bateria. 


Som: 

Também neste campo, a Nintendo parece não ter esquecido que são os pequenos detalhes que separam a mediocridade do excelente, sendo que a nível do design sonoro o jogo foi construído para ser audível nos mais ínfimos detalhes. Desde o ranger do soalho, ao abrir de uma porta ou  à forma como o Luigi murmura e assobia por vezes a música do jogo, mostra que neste campo o jogo foi excelentemente executado.
As músicas são envolventes e ficam no ouvido, especialmente o toque de chamada do professor A.Luado. Temos de volta a melodia que caracterizou o Luigi's Mansion original, mais um conjunto de novas músicas, que não sendo muito variadas, acabam por se  adequar na perfeição ao estilo do jogo em questão, sem causar o efeito de saturação.
Talvez o aspeto menos positivo acabe por ser a teimosia da Nintendo em não dar voz aos seus personagens, e neste campo refiro-me ao professor. O seu murmurar constante quando interage com o Luigi, pode tornar-se irritante para alguns jogadores, ao fim de algum tempo de jogo. 



30 Março 2013 | Archeogamer
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